Você não precisa entender de SEO para avaliar quem entende. Precisa saber o que perguntar — e reconhecer que tipo de resposta indica domínio real e que tipo indica discurso ensaiado.
Falar sobre a contrataçãoA assimetria que torna essa decisão difícil: você está contratando alguém para fazer o que você não sabe fazer. Não dá para avaliar a competência técnica diretamente — e é por isso que a escolha costuma cair em quem apresentou melhor, e não em quem entrega melhor. A saída não é aprender o assunto; é avaliar o raciocínio, que qualquer pessoa consegue julgar.
São perfis diferentes e a confusão entre eles gera a maior parte das contratações frustradas.
Produz o que foi decidido: campanhas, conteúdo, ajustes técnicos. Você avalia pela consistência da entrega e pela velocidade. Precisa receber uma direção — se você não der, ele vai executar a direção que conhece.
Define o que fazer e em que ordem. Você avalia pela qualidade das perguntas que faz e pela capacidade de dizer não a uma ideia sua. Não produz volume — se você precisa de produção contínua, ele não resolve.
O sinal mais claro de que você está diante de quem pensa: a pessoa faz muitas perguntas antes de propor qualquer coisa, e algumas delas são sobre o seu negócio, não sobre marketing. Quem já chega com a solução formatada está vendendo o que tem, não resolvendo o que você tem.
Nenhuma exige conhecimento técnico para ser feita ou avaliada. O que se julga é o tipo de resposta.
Resposta boa: menciona contatos qualificados, custo por cliente ou algum número ligado ao seu negócio. E admite que precisa dos seus dados para definir a meta.
Resposta ruim: alcance, impressões, seguidores, posicionamento de palavras-chave. São métricas que melhoram com esforço e não dizem nada sobre faturamento.
Resposta boa: depende — e a pessoa explica de que depende, listando o que precisaria verificar antes de decidir.
Resposta ruim: uma lista de tarefas idêntica à que ela daria para qualquer cliente. É o serviço padrão sendo apresentado como plano.
Resposta boa: cita riscos concretos — prazo que pode não bater, dependência de você fornecer informação, mercado competitivo demais para o orçamento previsto.
Resposta ruim: "não vai dar errado" ou uma garantia. Quem já executou de verdade sabe o que costuma travar, e não tem problema em dizer.
Resposta boa: acesso aos dados, tempo para revisar, informação sobre o negócio, retorno sobre a qualidade dos contatos.
Resposta ruim: "nada, cuidamos de tudo". Soa cômodo e produz trabalho desconectado da realidade da empresa.
Resposta boa: distingue canais. Anúncio produz contato em dias ou semanas; trabalho orgânico leva de três a seis meses para os primeiros sinais.
Resposta ruim: prazo curto para orgânico, ou qualquer promessa de posição garantida no Google. Ninguém controla isso, e quem afirma controlar está contando com o seu desconhecimento.
Resposta boa: tem um exemplo, explica o que aconteceu e o que aprendeu com aquilo.
Resposta ruim: nunca aconteceu, ou a culpa foi sempre do cliente. Quem tem volume de trabalho tem casos que não deram certo — negar isso indica pouca experiência ou pouca honestidade.
Uma só, e ela vale mais que todas as outras somadas: garantia de posição no Google em prazo determinado.
Ninguém controla o algoritmo de busca. Quem promete primeira página em trinta, sessenta ou noventa dias está afirmando controlar algo que não controla. Existem duas explicações possíveis, e nenhuma é boa: ou a pessoa não entende como funciona, ou entende e está contando que você não entenda.
Uma variação mais sutil merece a mesma desconfiança: garantia de número de leads. Ela é tecnicamente possível de cumprir — basta afrouxar o critério do que conta como lead — e é assim que costuma ser cumprida.
Portfólio impressiona e informa pouco, a menos que você saiba o que procurar.
Sobre certificações: selos de plataforma confirmam que a pessoa fez uma prova, o que é diferente de saber operar bem. Não são inúteis — indicam que houve estudo formal — mas não substituem nenhuma das seis perguntas. Contratar por certificado é o equivalente a escolher médico pelo diploma pendurado sem perguntar nada sobre o seu caso.
Os primeiros trinta dias de qualquer contratação seguem um padrão previsível, e saber disso evita ansiedade desnecessária e também evita aceitar demora injustificada.
Levantamento de dados, acessos, conversa sobre o negócio. Se a pessoa não pediu nada disso, ela vai trabalhar sem contexto.
O que foi encontrado e o que será feito, em ordem. Se você não recebeu nada por escrito nesse período, cobre.
Algo já deveria ter sido feito, mesmo que pequeno. Trinta dias só de planejamento, em operação pequena, é lento demais.
Produção contínua com revisão mensal dos números. Se as reuniões viram apresentação de atividades sem números de negócio, o rumo se perdeu.
Quatro sinais que aparecem antes do resultado ruim e permitem corrigir a tempo.
Depois da conversa vem o documento, e ele revela coisas que a reunião esconde.
Três propostas com valores muito diferentes normalmente não estão vendendo a mesma coisa. Antes de comparar números, iguale o escopo — quantas horas, quantas entregas, quem executa, com que frequência.
E desconfie do extremo barato tanto quanto do extremo caro. Serviço muito abaixo do mercado costuma significar volume de clientes por pessoa alto demais para haver atenção, ou execução automatizada apresentada como personalizada.
Uma pergunta útil ao receber uma proposta muito mais barata que as outras: quantos clientes essa pessoa ou equipe atende ao mesmo tempo? A resposta explica o preço melhor que qualquer justificativa comercial, e permite estimar quanta atenção o seu caso vai receber por mês.
Quatro pontos que valem estar no contrato, independentemente do porte da contratação.
Domínio, hospedagem, contas de anúncio, perfis e conteúdo produzido devem estar no seu nome. Se ficam com o fornecedor, sair depois vira negociação — e você descobre isso justamente quando quer sair.
Prazo de aviso e o que acontece com o trabalho em andamento. Contrato longo sem cláusula de saída indica que a retenção não vem do resultado.
Se você contratou por causa de uma pessoa específica, isso precisa estar escrito. Caso contrário, é comum que quem vendeu não seja quem entrega.
Que números, com que frequência, e o que acontece se ficarem abaixo do combinado. Não precisa ser punitivo — precisa existir, para que a conversa difícil tenha critério.
Boa parte das contratações fracassa por falta de contrapartida, e a culpa costuma cair no fornecedor. Vale saber antes o que se espera de você.
Vale perguntar a si mesmo antes de contratar: eu vou conseguir entregar essas quatro coisas nos próximos seis meses? Se a resposta for não, o resultado será limitado por isso — e trocar de fornecedor não vai mudar nada, porque a restrição está do seu lado.
Vale uma pausa aqui, porque a troca costuma ser feita cedo e pela razão errada.
Trocar reinicia um ciclo de três a seis meses. Se o problema é execução ruim, vale. Se o problema é que a direção estava errada, o próximo fornecedor vai executar bem na direção que ele vende — e você repete o ciclo com outro nome.
A pergunta que separa: você sabe onde o resultado se perde? Se sabe e a execução falhou, troque. Se não sabe, descubra antes — porque essa é a informação que vai fazer a próxima contratação dar certo, e ela não depende de quem você contrata.
Vale reconhecer o desconforto disso. Descobrir onde o resultado se perde é justamente o que você esperava que o fornecedor fizesse, e é trabalho que sobra para você quando ele não fez. Mas o custo de não fazer é maior: cada troca sem diagnóstico reinicia meses e reproduz o mesmo desfecho com outro nome no contrato.
As seis perguntas você faz sozinho, e elas eliminam a maior parte do risco. Se a decisão entre formatos ainda estiver em aberto — se você precisa de quem decide ou de quem executa —, o roteiro está em qual das duas resolve o seu caso.
Vale trazer ajuda quando você já contratou, não teve resultado, e não consegue dizer se a falha foi de execução ou de direção. Essa distinção decide se você troca de fornecedor ou muda de rumo com o mesmo. O roteiro que separa os cinco lugares de perda está em por onde começar a investigar, e a verificação completa numa auditoria. Para uma referência de faixa de investimento antes da conversa, veja quanto custa marketing digital. Se a decisão já é trocar de fornecedor, o checklist está em vou trocar de agência.
Vinte anos de marketing digital e 43 cases documentados. Trabalho com SEO técnico, tráfego pago, growth hacking e IA aplicada a negócios. Escrevi as seis perguntas sabendo que elas serão usadas para me avaliar também — e é assim que deve ser, porque critério que só serve para julgar os outros não é critério.
Sobre o autorVocê não avalia a técnica, avalia o raciocínio. As seis perguntas testam se a pessoa pensa a partir do seu caso ou apresenta um serviço padrão. Isso qualquer pessoa consegue julgar, e prevê o resultado melhor que qualquer credencial.
Indica que houve estudo formal, o que é diferente de saber operar bem. Não é inútil, mas não substitui as perguntas. Contratar por certificado é escolher pelo diploma pendurado sem perguntar nada sobre o seu caso.
Não. Ninguém controla o algoritmo de busca. Quem promete isso ou não entende como funciona, ou entende e conta com o seu desconhecimento. É a única resposta que desqualifica sozinha, sem precisar avaliar mais nada.
Para anúncio, sessenta dias com pelo menos trinta conversões registradas. Para orgânico, de quatro a seis meses. Mas avalie o processo antes disso: se no primeiro mês não houve diagnóstico nem plano por escrito, o problema já apareceu.
Depende de saber se a falha foi de execução ou de direção. Trocar reinicia um ciclo de meses, e se a direção estava errada, o próximo vai executar bem no lugar errado. Descubra onde o resultado se perde antes de trocar.
Individual costuma dar acesso direto a quem faz, com menos estrutura e limite de volume. Empresa oferece estrutura e continuidade, com risco de você falar com quem vende e ser atendido por outro. Pergunte quem vai tocar o seu caso antes de decidir pelo formato.
Saber se o problema foi execução ou direção decide se você troca de fornecedor ou muda de rumo com o mesmo.