Quanto Custa um Gestor de Tráfego Pago? A Resposta Honesta
A resposta curta é a mais honesta: depende. Mas "depende" não ajuda ninguém a decidir — por isso, neste guia, abro as faixas de preço reais praticadas no Brasil em 2026, explico os modelos de cobrança, esclareço a diferença entre o fee de gestão e a verba de mídia (a confusão número um) e mostro como saber se um gestor vale o que cobra. Sem tabela mágica e sem promessa: só o que você precisa para comparar propostas com clareza.

Trabalho com marketing digital e tráfego pago desde 2013, com método documentado em 43 cases. Escrevi este guia para responder, com honestidade, a pergunta que mais recebo: quanto custa um gestor de tráfego pago. A ideia não é uma tabela fechada, mas dar a você o entendimento para avaliar preços e não cair em armadilhas. Base em Ribeirão Preto (SP), atendimento em todo o Brasil.
A Resposta Rápida (e por que Ela Tem um "Porém")
Se você só quer um número para começar: em 2026, o fee de gestão de um gestor de tráfego pago no Brasil costuma variar de cerca de R$ 500 a R$ 20.000 ou mais por mês. Para a maioria das pequenas e médias empresas, a faixa praticada fica entre aproximadamente R$ 1.000 e R$ 8.000 mensais. Esses valores são levantamentos do mercado em 2026 e servem como ponto de partida — não como tabela fixa.
O porém é importante: esse valor é só o fee de gestão, ou seja, quanto você paga pelo serviço do profissional. Ele não inclui a verba de mídia — o dinheiro que vai direto para o Google e a Meta em troca de cliques. São dois custos diferentes, e confundi-los é a causa número um de frustração de quem contrata. Mais adiante explico essa diferença em detalhe, porque ela muda completamente a sua conta.
📌 Em uma frase: você paga (1) o fee do gestor pelo trabalho e (2) a verba de mídia para as plataformas. O preço total e o retorno dependem muito mais da qualidade da gestão do que do fee ser alto ou baixo.
E não se assuste com a amplitude das faixas: o fato de o preço ir de R$ 500 a mais de R$ 20.000 não é desorganização do mercado, e sim reflexo de quão diferentes são os projetos, os profissionais e os objetivos. Um microempreendedor testando o primeiro anúncio e uma indústria com operação nacional não pagam — nem deveriam pagar — o mesmo. O segredo é entender onde o seu caso se encaixa, e é exatamente para isso que serve o restante deste guia: dar a você critérios para situar a sua necessidade e avaliar qualquer proposta com segurança.
Faixas de Preço por Experiência (2026)
Valores de referência do fee de gestão mensal, sem a verba de mídia. Variam conforme complexidade, plataformas e nicho.
por mês. Freelancers em começo de carreira. Atenção: acompanhamento e domínio das plataformas costumam ser mais limitados.
por mês. Profissionais com experiência e algum histórico. Boa relação custo-benefício para muitas PMEs.
por mês. Especialistas e agências estruturadas, com cases comprovados e gestão multiplataforma.
por mês. Nomes de mercado e grandes operações, com escopo amplo e estrutura completa.
Faixas compiladas de levantamentos de agências e portais do setor de marketing no Brasil em 2026. São valores de referência do fee de gestão (sem a verba de mídia) e variam bastante conforme o caso — use-os para comparar propostas, não como preço definitivo.
Freelancer, Agência ou Consultor: o que Muda no Preço
Parte da variação de preço vem de quem está do outro lado. Cada tipo de profissional tem uma estrutura de custo e um jeito de entregar diferentes — e entender isso ajuda a escolher o que faz sentido para o seu momento.
Freelancer
Geralmente um profissional único, que executa tudo sozinho. Por ter custos fixos baixos, costuma ser a opção mais barata — faixas a partir de algumas centenas de reais aparecem aqui. Pode ser uma boa escolha para microempresas e campanhas simples. O ponto de atenção é a dependência de uma só pessoa: se ela ficar sobrecarregada, adoecer ou sumir, a sua conta para. E, por ser um perfil único, nem sempre cobre todas as frentes (estratégia, criativos, conversão) com a mesma profundidade.
Agência
Tem uma estrutura maior, com equipe, processos e ferramentas. Oferece gestão multiplataforma, relatórios robustos e o respaldo de uma empresa que zela pela reputação. Por isso, costuma ser a opção mais cara. O ponto de atenção mais comum: em algumas agências, a sua conta pode acabar nas mãos de uma equipe júnior, e você nem sempre fala com quem realmente executa. Vale perguntar quem vai cuidar da sua conta no dia a dia.
Consultor especialista
Fica num meio-termo interessante: um profissional experiente que atende você diretamente, com a dedicação de um freelancer sênior e a visão estratégica que muitas agências reservam aos contratos grandes. O preço costuma ser intermediário — acima do freelancer iniciante, abaixo de uma agência de grande porte. A vantagem é a proximidade: você fala com quem decide e executa, sem camadas. É o meu caso, e ainda com o diferencial de eu conectar o tráfego ao SEO, ao site e à conversão, em vez de tratá-lo isolado.
Não existe opção "certa" universal — existe a certa para o seu porte, o seu orçamento e a sua necessidade. Uma microempresa testando o primeiro anúncio tem necessidades diferentes de um e-commerce que fatura alto. O importante é casar o perfil do profissional com o tamanho e a complexidade do seu projeto, e não simplesmente pegar o mais barato ou o nome maior.
Os Modelos de Cobrança (e os Prós e Contras de Cada Um)
Entender como o gestor cobra é tão importante quanto saber o valor, porque cada modelo cria incentivos diferentes. No mercado brasileiro, três formatos dominam.
1. Fee fixo mensal
O gestor cobra um valor fixo todo mês, independentemente da verba investida ou dos resultados exatos. É o modelo mais comum e o mais previsível para o seu fluxo de caixa: você sabe quanto vai pagar. O valor costuma ser definido pela complexidade do projeto, pelo número de plataformas e pelo escopo de serviços. Vantagem: previsibilidade e simplicidade. Ponto de atenção: se a sua operação crescer muito e exigir o dobro de trabalho, o contrato pode precisar de reajuste para o gestor continuar dedicado.
2. Percentual sobre a verba de mídia
Aqui o gestor recebe uma porcentagem do que você investe em anúncios — normalmente de 10% a 20% (alguns chegam a 25%). Se você investe R$ 10.000 em mídia e o percentual é 15%, o fee é R$ 1.500. Costuma ser regressivo: quanto maior a verba, menor o percentual. Vantagem: escala junto com o investimento. Ponto de atenção: existe um conflito de interesse embutido — o gestor ganha mais se você gastar mais, mesmo que aumentar a verba nem sempre seja a melhor estratégia. Vale ter clareza sobre isso.
3. Híbrido (fee fixo + percentual)
Combina um fee fixo menor, que cobre a gestão essencial, com uma porcentagem sobre a mídia. Busca equilibrar previsibilidade e incentivo à performance, e é comum em projetos maiores ou em contas com verbas mais altas. Vantagem: alinha um pouco melhor os interesses dos dois lados. Ponto de atenção: é o modelo mais complexo de entender — confirme exatamente como cada parte é calculada antes de assinar.
⚠️ Atenção ao modelo "só percentual" com verbas baixas: alguns aplicam percentuais bem altos (20% a 30%) ou um fee mínimo quando o investimento é pequeno. Não é necessariamente abusivo — gerir uma conta dá o mesmo trabalho independentemente da verba —, mas é importante você entender a conta para não se surpreender.
Fee de Gestão × Verba de Mídia: a Confusão que Custa Caro
Se você guardar só uma ideia deste guia, que seja esta: o preço do gestor e o dinheiro dos anúncios são dois custos completamente separados. Misturá-los faz muita gente achar que está pagando caro — ou barato — quando, na verdade, está comparando coisas diferentes.
O fee de gestão é quanto você paga pelo serviço: estratégia, criação de campanhas, segmentação, otimização e relatórios. É o trabalho do profissional. A verba de mídia é o dinheiro que vai direto para o Google, a Meta, o LinkedIn ou o TikTok, em troca de cliques e impressões. Esse dinheiro não fica com o gestor — ele apenas decide, com estratégia, como gastá-lo bem. Pense assim: a verba é o combustível, e o gestor é o motorista experiente que faz esse combustível levar você ao destino certo, sem desperdício.
Quanto destinar a cada um? Uma regra prática usada no mercado sugere que a verba de mídia seja, no mínimo, algo entre duas e cinco vezes o valor do fee. Se o fee é R$ 3.000, faria sentido investir de R$ 6.000 a R$ 15.000 em mídia. O motivo é técnico: as campanhas precisam de volume de dados para sair da fase de aprendizado e o algoritmo otimizar. Verbas muito baixas — abaixo de cerca de R$ 2.000 por mês — costumam travar esse aprendizado e prejudicar os resultados, por melhor que seja o gestor.
Por isso, quando você vê um anúncio de "gestão de tráfego por R$ 497", quase sempre é só o fee — e um fee baixo, que costuma vir com pouca dedicação. A verba é à parte, e sem verba suficiente nenhuma gestão entrega resultado. Avaliar o custo real significa olhar o conjunto: fee + verba + ferramentas, e o que esse conjunto devolve em vendas.
O que Está (e o que Não Está) Incluído no Preço
Dois orçamentos com o mesmo valor podem entregar coisas muito diferentes. Por isso, mais importante que o número é entender o escopo — o que aquele fee cobre de fato. Comparar propostas sem isso é comparar laranjas com maçãs.
O que o fee normalmente inclui. Na maioria das propostas sérias, o fee de gestão cobre: a estratégia (onde anunciar, para quem e com qual objetivo), a configuração das campanhas no Google Ads e no Meta Ads, a segmentação dos públicos, a definição de lances e orçamento, a otimização contínua e os relatórios. Esse é o trabalho essencial de gestão — o "arroz com feijão" bem-feito.
O que costuma ser cobrado à parte. Aqui mora a maioria das surpresas. Vários itens importantes podem não estar no fee básico: a produção de criativos (especialmente vídeos, que em 2026 são peça-chave da performance e têm custo de produção), a criação ou otimização de landing pages, a implementação de rastreamento avançado (como medição server-side), o copywriting dos anúncios e o custo de ferramentas premium. Nenhum desses adicionais é "pegadinha" por si só — o problema é descobrir depois.
E o que nunca está incluído: a verba de mídia. Vale repetir, porque é o erro mais comum: o dinheiro dos anúncios é sempre à parte do fee. Um orçamento que mistura os dois ou não deixa isso claro merece uma pergunta direta.
Por isso, ao receber qualquer proposta, faça uma checagem simples: o que exatamente está incluído no valor? Criativos entram? Quantas plataformas? A página de destino é cuidada? Os impostos de 2026 já estão considerados? Quem responde isso com clareza demonstra seriedade; quem enrola, acende um sinal de alerta. Transparência de escopo é, muitas vezes, o melhor indicador de que você está lidando com um profissional confiável — antes mesmo de falar de resultado.
O que Faz o Preço Variar Tanto
Por que um gestor cobra R$ 1.500 e outro R$ 12.000? Não é aleatório — vários fatores explicam a diferença, e entendê-los ajuda você a julgar se uma proposta faz sentido.
Experiência e histórico. É o fator que mais pesa. Um profissional que comprova resultados, com cases reais e anos de estrada, cobra mais — e geralmente entrega mais. Quem está começando cobra menos, mas pode levar mais tempo (e mais verba) até acertar a mão.
Complexidade do projeto. Um e-commerce com centenas de produtos, várias campanhas e públicos exige muito mais trabalho do que um negócio local com uma oferta só. Mais complexidade, mais horas de gestão, maior o fee.
Número de plataformas. Gerir só o Google é uma coisa; gerir Google, Meta, LinkedIn e TikTok ao mesmo tempo é outra. Cada plataforma tem suas regras, seu painel e sua lógica — e isso multiplica o esforço e o preço.
Volume de verba. Contas com verbas maiores costumam exigir gestão mais sofisticada e acompanhamento mais próximo, o que pode elevar o fee (ou o percentual, se o modelo for esse).
Escopo do serviço. O fee inclui o quê? Criação de criativos e vídeos, rastreamento avançado (server-side), otimização da página de destino e CRO podem ser cobrados à parte. Em 2026, o criativo virou peça-chave da performance — e produzir bons vídeos tem custo. Sempre confirme o que está dentro e o que é adicional.
Nicho de atuação. Setores como saúde, advocacia e finanças têm CPC mais alto e mais restrições de anúncio, o que exige gestão de contingência e encarece o serviço. Nichos menos disputados tendem a ser mais baratos de gerir.
Localização e regime de atendimento. Onde o profissional está também pesa. Levantamentos de 2026 apontam que os preços praticados em São Paulo capital tendem a ser de 30% a 50% superiores aos de cidades médias como Maringá, Londrina ou Florianópolis — sem que isso signifique, necessariamente, mais qualidade. Profissionais e agências de cidades menores costumam ter custos operacionais mais baixos e entregar resultado equivalente. Como hoje a gestão é totalmente remota e funciona em todo o Brasil, vale considerar profissionais fora dos grandes centros: muitas vezes você tem o mesmo nível de trabalho por um valor mais justo, sem pagar pelo "endereço" do prestador.
O fator 2026: impostos. A reforma tributária trouxe mudanças que afetam o setor — há relatos de impostos que podem pesar até cerca de 12% sobre o valor do contrato, e plataformas como a Meta passaram a repassar tributos ao anunciante. Por isso, ao receber uma proposta, vale perguntar se esses encargos já estão inclusos no preço apresentado, para não ter surpresa na fatura.
Quanto Investir em Verba, por Tipo de Negócio
Como o fee é só metade da conta, vale ter referências de quanto destinar à verba de mídia. Estes são pontos de partida comuns no mercado — sempre ajustáveis à meta e ao retorno.
Negócios locais. Para uma empresa que atende uma cidade ou região, dá para começar com menos: algo na faixa de R$ 600 a R$ 1.500 por mês em mídia já pode gerar resultado, especialmente em campanhas de busca local com público mais restrito.
Pequenas e médias empresas. Para testar canais e públicos com alguma consistência, uma verba inicial entre R$ 1.000 e R$ 3.000 por mês costuma ser um ponto de partida razoável, escalando conforme as campanhas amadurecem e provam o que funciona.
Empresas B2B. Como o ciclo de venda é mais longo e o ticket maior, é comum investir mais para gerar leads qualificados: faixas de R$ 5.000 a R$ 20.000 por mês aparecem com frequência, com o custo por lead qualificado variando bastante conforme a complexidade da solução.
E-commerces. Aqui a verba tende a acompanhar a meta de faturamento e a margem dos produtos. Como o retorno é medível venda a venda, muitas operações escalam a verba de forma agressiva quando o ROAS (retorno sobre o investimento em anúncios) está consistentemente acima da meta.
💡 O método certo: em vez de mirar um número fixo, o ideal é começar com uma verba coerente com o seu objetivo, dar tempo para sair da fase de aprendizado e escalar o que funciona. Verba bem investida e crescente vale mais que verba alta jogada de uma vez.
Por que o Mais Barato Quase Sempre Sai Mais Caro
É tentador escolher o menor preço — mas, em tráfego pago, essa é uma das decisões mais caras que uma empresa pode tomar. O motivo é simples: o fee é uma fração do que está em jogo. O que realmente pesa no seu bolso é a verba de mídia, e é justamente ela que um gestor ruim desperdiça.
Quando alguém cobra R$ 300 ou R$ 500 por mês, há uma conta por trás: para esse valor fazer sentido, o profissional precisa atender dezenas de clientes ao mesmo tempo. O resultado é uma gestão genérica, sem o cuidado que a sua conta exige. Enquanto você economiza algumas centenas de reais no fee, pode estar perdendo milhares em verba mal investida — cliques que não convertem, públicos errados, campanhas presas no aprendizado. O barato custou o dobro.
A forma certa de pensar é tratar o custo do gestor como parte do seu Custo de Aquisição de Cliente (CAC). A conta é: (fee + verba de mídia + ferramentas) ÷ vendas geradas = CAC. Sob essa ótica, um gestor que cobra R$ 5.000 mas que, por otimização, reduz o seu custo por venda em 30%, não é uma despesa — ele se paga e ainda gera lucro. Já um gestor de R$ 500 que queima a verba sai muito mais caro no fim do mês, mesmo com o fee menor.
Escolher pelo menor fee
- Fee baixo, mas gestão dividida entre dezenas de contas
- Pouca dedicação e otimização genérica
- Verba de mídia desperdiçada em cliques que não convertem
- Foco em entregar barato, não em entregar retorno
- Custo total alto quando se soma a mídia perdida
Escolher pelo melhor retorno
- Fee justo que paga dedicação real à sua conta
- Otimização contínua que faz a verba render
- Menos desperdício, mais vendas pela mesma mídia
- Foco no CAC e no retorno, não no preço da etiqueta
- Custo total menor, porque a mídia é bem investida
Como Saber se o Gestor Vale o que Cobra
Já que o critério certo é o retorno, e não o fee, como avaliar isso antes e durante a contratação? Estes são os sinais que separam um bom investimento de um prejuízo.
Histórico e cases reais. Peça exemplos concretos de resultados em projetos parecidos com o seu. Um bom gestor tem cases, números e referências de clientes que pode mostrar. Desconfie de quem só fala em "vamos bombar suas vendas" sem nada concreto por trás.
Transparência total. Você deve ter acesso às contas de anúncio, aos relatórios e ao que está sendo feito. Fuja de quem trata a conta como caixa-preta ou se recusa a explicar para onde vai a verba. O dinheiro é seu — a visibilidade também deve ser.
As métricas certas. Um gestor sério acompanha o que importa para o negócio: vendas, leads, custo por aquisição (CAC), retorno sobre o investimento (ROAS), custo por lead. Se os relatórios só mostram curtidas, alcance e cliques, é sinal de foco em vaidade, não em resultado.
Clareza no contrato. O que está incluído no fee? Criativos entram? Quantas plataformas? Os impostos de 2026 estão considerados? Tudo isso deve estar claro antes de assinar, para não haver surpresa.
Tempo justo de avaliação. Resultado consistente não aparece na primeira semana. As campanhas precisam passar pela fase de aprendizado, então o razoável é avaliar o trabalho após dois ou três meses, observando a evolução — e não cobrar milagre no dia 5. Um gestor honesto deixa isso claro desde o começo.
🎯 A pergunta certa: em vez de "quanto custa?", pergunte "quanto esse investimento me devolve?". Um gestor que reduz o seu custo por venda e aumenta o seu faturamento se paga — independentemente do valor do fee. O preço é só o começo da conversa; o retorno é o que importa.
Tráfego Pago Vale o Investimento? Fazendo a Conta
A teoria de que "o que importa é o retorno" fica muito mais clara com números. Vamos a um exemplo hipotético e simplificado — só para ilustrar o raciocínio, já que cada negócio tem suas próprias margens e taxas.
Imagine uma empresa que paga R$ 3.000 de fee e investe R$ 9.000 de verba de mídia por mês — um total de R$ 12.000. Suponha que, com uma gestão competente, essa verba gere 40 vendas no mês. O custo de aquisição por cliente (CAC) seria de R$ 12.000 ÷ 40 = R$ 300 por cliente. Se o ticket médio dessa empresa é R$ 1.500 e a margem permite, R$ 300 para conquistar um cliente que paga R$ 1.500 (e que talvez compre de novo) é um ótimo negócio.
Agora compare com a alternativa "barata". A mesma empresa contrata um gestor de R$ 500 que, por cuidar de dezenas de contas, desperdiça metade da verba em cliques que não convertem. Com a mesma mídia de R$ 9.000, ele gera só 18 vendas. O total investido é R$ 9.500, e o CAC sobe para R$ 9.500 ÷ 18 = R$ 528 por cliente. Repare: o fee era R$ 2.500 mais barato, mas cada cliente saiu quase R$ 230 mais caro — e a empresa vendeu menos da metade. O "barato" custou mais e entregou menos.
É exatamente por isso que a conta certa é (fee + verba + ferramentas) ÷ vendas, e não o valor do fee isolado. Um gestor que cobra mais, mas que faz a verba render, reduz o CAC e aumenta o número de vendas — ele se paga com folga. Em alguns cases reais de boa gestão, vê-se redução expressiva do custo por lead e aumento de faturamento; o fee, nesses casos, vira detalhe diante do retorno.
A lição prática: antes de decidir por um preço, pense no que ele tende a devolver. Um orçamento um pouco maior que reduz o seu custo por venda é mais barato, no fim das contas, do que uma pechincha que queima a sua mídia. O preço é o ponto de partida; o retorno é o que paga a conta.
Quando o Gestor Certo se Paga
Casos reais que mostram por que o critério é o retorno, não o preço da etiqueta.
De custo para investimento
O caso de uma operação de tráfego que só gerava despesa e passou a gerar retorno — quando a gestão mudou o foco.
Ler o case → Peças AutomotivasComo parar de desperdiçar verba
Onde a verba estava escorrendo e o que mudou ao tratar cada real como investimento, não como gasto.
Ler o case → Móveis PlanejadosQualidade de lead muda o jogo
Por que perseguir leads melhores — e não apenas mais baratos — transformou o resultado da operação.
Ler o case →Dúvidas sobre o Preço de um Gestor de Tráfego
Não existe um preço único, mas há faixas de referência no mercado brasileiro em 2026. O fee de gestão — o valor que você paga pelo serviço, separado da verba de anúncios — costuma variar de cerca de R$ 500 (profissionais iniciantes) a R$ 20.000 ou mais por mês (especialistas sênior, agências estruturadas e projetos complexos). Para a maioria das pequenas e médias empresas, a faixa praticada fica entre aproximadamente R$ 1.000 e R$ 8.000 por mês. Por nível de experiência, levantamentos de mercado apontam algo como: iniciante de R$ 300 a R$ 1.500; intermediário de R$ 2.000 a R$ 5.000; profissional de R$ 5.000 a R$ 20.000; e nomes de referência acima de R$ 20.000. Esses valores variam muito conforme a complexidade, o número de plataformas e o nicho — não são uma tabela fixa, e sim um ponto de partida para você avaliar propostas.
Essa é a confusão número um de quem pesquisa o assunto. São dois custos separados. O fee de gestão é quanto você paga ao gestor ou à agência pelo serviço de criar, monitorar e otimizar as campanhas. A verba de mídia é o dinheiro que vai direto para o Google, a Meta ou outra plataforma, em troca de cliques e impressões. Uma analogia simples: a verba é o combustível e o gestor é o motorista experiente que faz esse combustível levar você a algum lugar. Quando alguém anuncia um preço muito baixo, geralmente está falando só do fee — e a verba é à parte. Por isso, ao comparar propostas, confirme sempre o que está incluído: fee, verba, criativos e ferramentas costumam ser cobrados separadamente.
Existem três modelos principais no mercado. O fee fixo mensal é um valor combinado todo mês, independente da verba ou dos resultados — oferece previsibilidade e é o mais comum. A cobrança percentual sobre a mídia significa que o gestor recebe uma porcentagem do que você investe em anúncios, normalmente de 10% a 20% (alguns chegam a 25%); costuma ser regressiva, ou seja, quanto maior a verba, menor o percentual. O modelo híbrido combina um fee fixo menor com uma porcentagem sobre a mídia, equilibrando previsibilidade e incentivo à performance. Cada modelo tem prós e contras: o percentual puro, por exemplo, pode gerar conflito de interesse, já que o gestor ganha mais se você gastar mais — por isso vale entender a lógica por trás da proposta.
Quase nunca, e esse é um dos erros mais caros que uma empresa comete. Quando alguém cobra muito abaixo da média — R$ 300, R$ 500 por mês —, dificilmente vai conseguir dedicar tempo de qualidade à sua conta; em geral, esse profissional cuida de dezenas de clientes ao mesmo tempo, e o resultado é genérico. O problema é que o barato sai caro: enquanto você economiza algumas centenas de reais no fee, pode estar perdendo milhares em verba de mídia mal investida, em campanhas que não convertem. Tráfego pago é como qualquer serviço especializado: o valor justo paga uma estrutura competente, e a estrutura competente é o que faz a sua verba render. O que importa não é o fee mais baixo, e sim o melhor retorno sobre o conjunto fee mais mídia.
Depende do seu mercado e dos seus objetivos, mas há uma lógica importante. A verba precisa ser suficiente para as campanhas saírem da fase de aprendizado e gerarem dados para o algoritmo otimizar. Verbas muito baixas, abaixo de cerca de R$ 2.000 por mês, costumam limitar essa capacidade e deixar as campanhas presas no aprendizado por mais tempo. Uma regra prática usada no mercado sugere que a verba de mídia seja, no mínimo, algo entre duas e cinco vezes o valor do fee — então, se o fee é R$ 3.000, faria sentido investir de R$ 6.000 a R$ 15.000 em mídia. Negócios locais podem começar com menos, na faixa de R$ 600 a R$ 1.500; empresas B2B costumam investir de R$ 5.000 a R$ 20.000 por mês. O ideal é definir uma verba coerente com a meta e escalar conforme os resultados aparecem.
Vários fatores. A experiência e o histórico do profissional pesam muito — quem comprova resultados cobra mais. A complexidade do projeto também: um e-commerce com centenas de produtos dá muito mais trabalho que um serviço local. O número de plataformas (Google, Meta, LinkedIn, TikTok) multiplica o esforço. O volume de verba e o escopo do serviço influenciam — criativos, vídeos, rastreamento avançado e otimização de conversão podem ser cobrados à parte. O nicho importa: setores como saúde, advocacia e finanças têm CPC mais alto e mais restrições, o que encarece a gestão. E, em 2026, há ainda o fator tributário: a reforma trouxe impostos que podem pesar até cerca de 12% sobre o valor do contrato, então vale perguntar se essa taxa já está inclusa no preço apresentado.
Olhando para o retorno, não para o fee isolado. O custo do gestor é parte do seu Custo de Aquisição de Cliente (CAC): some fee, verba de mídia e ferramentas, e divida pelo número de vendas geradas. Um gestor que cobra mais, mas que, por otimização, reduz o seu custo por venda, acaba se pagando e ainda gerando lucro. Para avaliar, verifique histórico comprovado e cases reais, transparência nos relatórios e no contrato, as métricas que ele acompanha (vendas, leads, CAC, ROAS — e não só cliques) e referências de outros clientes. E dê tempo: resultado consistente costuma aparecer após dois ou três meses de trabalho, respeitando a fase de aprendizado. A pergunta certa não é apenas quanto custa, e sim quanto esse investimento devolve.
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