Quatro vírgula nove, dezenas de avaliações, e quando alguém pergunta a um assistente quem contratar, aparece outro nome. A nota é o que o cliente olha. Não é o que a máquina lê.
Falar sobre as minhas avaliaçõesCinco estrelas sem uma palavra escrita não contêm informação. Não dizem o que foi feito, para quem, com que resultado nem em que situação. Quando alguém pergunta quem contratar para um problema específico, o que serve de matéria-prima é o texto, não o número.
Duzentas avaliações sem comentário valem menos, nesse contexto, que quinze que descrevem o problema que você resolveu.
Os dois tipos de avaliação, e só um é citável: a que atribui nota e a que conta um caso. A primeira sustenta a reputação diante de quem já chegou na sua página; a segunda pode ser lida, resumida e usada para responder à pergunta de alguém que ainda nem sabe que você existe. As duas importam, e a maioria dos negócios só trabalha para conseguir a primeira.
Nem todo negócio se resolve por comentário público, e insistir custa tempo.
Em áreas com sigilo, o cliente não avalia e o equivalente é o caso descrito sem nome.
Ninguém avalia fornecedor em plataforma pública; a prova é o caso autorizado.
Volume nunca vai existir, então cada relato precisa ser profundo.
A regra do conselho define o que pode ser pedido e o que pode ser respondido.
Começar do zero é diferente de melhorar o que já existe.
Entender o que é aproveitado muda o que você pede.
O experimento que custa cinco minutos: pergunte a um assistente quem contratar para o seu serviço, na sua cidade, do jeito que um cliente perguntaria. Depois abra o que ele respondeu e veja de onde saiu a informação sobre os nomes citados. Na maioria dos casos você vai encontrar comentário de cliente, não texto do site. Isso resolve a discussão sobre onde investir atenção melhor que qualquer argumento, e vale repetir a cada dois ou três meses.
Quinze comentários realmente descritivos superam com folga duzentas notas sem nenhum texto.
Um fluxo regular ao longo do tempo comunica operação viva; cem avaliações no mesmo mês comunica campanha.
Casos diferentes entre si cobrem muito mais perguntas do que dez relatos sobre exatamente o mesmo serviço.
Uma avaliação de cinco anos atrás descreve uma operação que talvez nem exista mais do jeito que era.
A diferença entre avaliação genérica e avaliação útil está na pergunta que você faz.
A sua resposta é o único texto seu numa fonte de terceiro: tudo o que você escreve no próprio site é declaração sobre si mesmo. A resposta a uma avaliação aparece dentro de uma página que não é sua, ao lado da opinião de um cliente real, e é lida junto com ela. É o lugar mais barato para dizer o que você faz, em que cidade e para que tipo de caso, com credibilidade que a sua página inicial nunca vai ter. Quase todo mundo responde "obrigado pela preferência" e joga isso fora.
Escrever "que bom que a troca do quadro elétrico resolveu o problema" comunica o que um simples "obrigado" nunca vai comunicar.
Cite o bairro, o tipo de imóvel ou o porte da empresa, sempre que o cliente não fizer questão de discrição.
A resposta dada a uma crítica costuma ser bem mais lida que o elogio publicado logo ao lado.
Uma resposta padronizada, repetida em série, é identificada na hora e não comunica absolutamente nada.
Não é só num lugar, e cada um pesa de um jeito.
O peso da avaliação varia bastante conforme o que você vende.
A resposta a uma avaliação ruim é mais lida que qualquer elogio.
Existe regra aqui, tanto de plataforma quanto de lei, e vale conhecer os contornos.
Oferecer desconto, brinde ou qualquer vantagem em troca de avaliação positiva é vedado pela política da maioria das plataformas e pode configurar prática enganosa, porque induz o consumidor a acreditar em manifestação espontânea que não foi espontânea. Escrever a própria avaliação, pedir a funcionários ou contratar terceiros para produzi-las é mais grave: além de violar a regra da plataforma, que costuma responder com remoção em massa ou suspensão do perfil, pode caracterizar publicidade enganosa perante a legislação de defesa do consumidor. Pedir avaliação sem condicionar o conteúdo, por outro lado, é legítimo e recomendável.
Sobre remoção, o caminho começa pela plataforma, que costuma retirar conteúdo que viole as próprias regras, como ofensa pessoal, dado de terceiro ou avaliação de quem nunca foi cliente. Avaliação negativa verdadeira, ainda que dura, tende a ser considerada manifestação legítima de opinião e não sai. Quando o conteúdo afirma fato falso e causa prejuízo, existe caminho jurídico, mas ele é lento e o efeito prático costuma ser menor que o de responder bem em público. Como a regra varia por plataforma e a linha entre crítica e ofensa depende do caso, vale consultar um advogado antes de qualquer medida formal, e conferir a política da plataforma antes de qualquer campanha de incentivo.
Pedir avaliação e orientar o que dizer é trabalho seu, e funciona melhor vindo de quem atendeu.
Vale trazer ajuda para estruturar isso em escala. Se o problema é conseguir avaliação, leia tenho poucas avaliações. E se você não existe fora do próprio site, leia só existo no meu próprio site. Sobre isso, a lista do que preencher está em perfil no Google completo.
Vinte anos de marketing digital e 43 cases documentados. Trabalho com SEO técnico, tráfego pago, growth hacking e IA aplicada a negócios. Duzentas avaliações sem comentário valem menos que quinze que descrevem o problema resolvido. Escrevo estes roteiros com o que aplico em diagnóstico real.
Sobre o autorNão. Estrelas sem texto não contêm informação sobre o que foi feito nem para quem, e é o texto que serve de matéria-prima.
Menos do que se imagina, se tiverem texto. Quinze comentários descritivos rendem mais que duzentas notas sem palavra nenhuma.
Pedir texto ditado é fraude e se percebe pela repetição. Perguntar o que a pessoa quer contar produz texto real e específico.
Vale, e é o único texto seu dentro de uma fonte de terceiro. A resposta é lida junto com o comentário.
Uma ou outra, com resposta bem feita, comunica que o negócio é real. Nota perfeita e uniforme costuma gerar desconfiança.
Várias plataformas proíbem e a prática tem implicação legal. Vale conferir a regra da plataforma antes de qualquer incentivo.
Abra as cinco últimas. Se todas dizem "ótimo atendimento", não há o que citar ali.