O cliente chega citando um preço meu que não existe

Ele viu em algum lugar, perguntou a uma IA ou leu num comparativo, e chega convencido de que você cobra aquilo. Discutir a origem do número não resolve — o que resolve é entender por que a informação errada circula com mais facilidade que a correta.

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origens comuns do preço que não existe
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formas de tornar o seu número o disponível

Por que o número errado prevalece: porque ele existe e o seu não. Quando o preço real não está publicado em lugar nenhum, qualquer estimativa de terceiro vira a referência disponível. A ausência de informação não produz silêncio — produz espaço para que outra pessoa preencha.

As três origens do preço que não existe

Uma tabela sua, antiga. Pode ser material de anos atrás, post arquivado ou cadastro esquecido em algum diretório. Continua acessível na internet e continua sendo lido como se fosse informação atual.
Estimativa a partir do setor. Sem nenhum dado seu disponível publicamente, o que acaba circulando é a média do mercado ou o valor praticado por um concorrente qualquer.
Confusão de escopo. O número realmente existe, só que se refere a outro serviço, a outro porte de cliente ou a outra cidade. É a origem mais frequente de todas e também a menos percebida.

As duas formas de tornar o seu número o disponível

Publicar faixa em vez de valor fechado

Uma formulação como "entre tanto e tanto, conforme o escopo" é verificável, é informação sua e ainda assim não engessa nenhuma negociação futura.

Explicar o que muda o preço

Quando a variação de preço tem um critério publicado e verificável, o cliente entende sozinho por que o número que ele trouxe não se aplica ao caso dele.

Faixa mais critério

A faixa é o que dá a referência de valor; o critério é o que explica a diferença entre um caso e outro. Publicada sozinha, a faixa acaba virando uma nova fonte de confusão.

O silêncio sobre preço

Não falar de preço em lugar nenhum. Isso não protege a negociação: entrega a definição para terceiros.

Como isso muda por tipo de negócio

A gravidade do problema depende de como o preço se forma.

Preço fixo e padronizado. Aqui não publicar é indefensável. O valor é o mesmo para todo mundo e esconder isso só gera contato inútil dos dois lados.
Preço por escopo variável. É onde a informação errada mais circula, porque não existe número único e qualquer estimativa parece plausível.
Serviço com faixa muito ampla. Quando o mínimo e o máximo são muito distantes, a faixa sozinha confunde. O critério de variação passa a ser mais importante que os números.
Negócio com tabela regulada ou tabelada. O valor de referência é público e o problema vira outro: explicar por que o seu difere da tabela.
Profissão com restrição de publicidade. Não dá para publicar valor, e dá para publicar o que compõe o serviço e o que determina a diferença entre casos.

O custo invisível de não publicar: quem tem orçamento e acha que não cabe simplesmente não entra em contato. Você nunca fica sabendo desse cliente, porque ele não aparece em lugar nenhum — não é uma proposta perdida, é uma conversa que não aconteceu. Publicar faixa reduz o contato desqualificado e, ao mesmo tempo, recupera quem desistiu sozinho por achar que o valor seria maior do que é.

Quando o preço citado é mais alto que o seu

O caso inverso existe e traz um problema diferente.

Você perdeu contatos sem saber. Quem achou caro demais nunca ligou, e essa perda não aparece em nenhum lugar do seu controle.
Corrigir traz volume de imediato. É o tipo de ajuste em que a publicação do valor real gera efeito rápido e mensurável.
Cuidado ao parecer barato demais. Se o número que circulava era alto e o seu é bem menor, vale explicar por que, ou o cliente conclui que a qualidade é outra.
Considere se o mercado está te dizendo algo. Se todo mundo estima acima do que você cobra, talvez você esteja abaixo do que o serviço vale.
Aproveite para revisar sua tabela. A percepção externa é um dado de precificação e raramente é usada como tal.

Como estruturar a página de preço

Ela é o documento que vai ser lido no seu lugar, então precisa responder sozinha.

Faixa logo no começo

Quem abriu a página quer o número. Fazer ele rolar até o fim para descobrir gera abandono.

Exemplo com escopo descrito

Um caso concreto com o que estava incluso e o valor correspondente é a parte mais citada da página.

O que não está incluso

Deixar explícito evita a surpresa que transforma proposta aceita em discussão depois.

Como pedir um orçamento exato

Terminar com o próximo passo claro converte quem leu e se reconheceu na faixa.

Quando o número que circula é de um concorrente

Acontece quando o setor tem poucos nomes conhecidos e a informação se mistura.

Verifique se os nomes são parecidos. Empresas com nome semelhante na mesma região acabam tendo dados cruzados, e isso vale para preço, endereço e telefone.
Reforce o que distingue vocês. Área de atuação, especialidade, porte de cliente atendido. Quanto mais específico o seu escopo, menor a chance de confusão.
Não corrija falando do concorrente. Explicar que aquele preço é de outra empresa não resolve nada e ainda divulga o nome dela.
Publique o seu com identificação clara. Nome completo, endereço e atividade junto da faixa reduzem a chance de o dado ser atribuído a outro.
Acompanhe se o cruzamento se repete. Se dois clientes fizeram a mesma confusão, existe uma fonte específica misturando as informações.

O que a ausência de preço comunica

Sugere que é caro

Na dúvida, a pessoa presume o valor mais alto que consideraria. Isso afasta parte de quem poderia contratar.

Sugere que o preço varia por cliente

A impressão de que o valor depende de quem pergunta gera desconfiança antes do primeiro contato.

Adia a qualificação para a reunião

Descobrir a incompatibilidade de orçamento só no final consome tempo dos dois lados.

O que a faixa comunica

Que existe critério, que o preço não é arbitrário e que você não tem nada a esconder.

Como medir se a correção funcionou

O efeito aparece no tipo de contato que chega, não no volume.

Conte quantos chegam com valor errado por mês. Antes e depois da publicação. É a medida mais direta do resultado.
Observe a taxa de proposta que vira negócio. Se subiu, é porque quem chega agora já sabe a faixa e veio mesmo assim.
Aceite que o volume de contatos pode cair. Menos contato desqualificado é resultado bom, mesmo parecendo o contrário no relatório.
Repita a consulta à IA a cada trimestre. Ver se o número que ela devolve mudou é a checagem mais barata que existe.
Pergunte a quem fecha se viu a faixa antes. A resposta indica se a informação está sendo encontrada de fato.

Por onde pegar isso

Pergunte a uma IA quanto custa o seu serviço. Anote o número que aparecer.
Busque o nome da empresa mais a palavra preço. E liste tudo que aparecer com valor.
Remova ou date o material antigo. Começando pelo que está no seu próprio site.
Escreva a faixa e os critérios de variação. Numa página só, com data de atualização.
Combine com a equipe a resposta padrão. Para quando alguém chegar citando outro número.

Como encontrar o número que circula

Antes de corrigir, é preciso saber onde ele está.

Pergunte a uma IA quanto custa o seu serviço. Com o nome da sua empresa e sem ele. As duas respostas mostram o que está disponível sobre você e sobre o setor.
Busque pelo nome da empresa junto com a palavra preço. Aparece cadastro antigo, comparativo de terceiro e post que você esqueceu que existia.
Verifique os diretórios em que já se cadastrou. Muitos pedem faixa de valor no cadastro e mantêm o dado por anos sem pedir atualização.
Revise material antigo ainda publicado. Arquivo para download, página de promoção passada, publicação em rede social com tabela.
Pergunte ao cliente onde ele viu. É a pista mais direta que existe e basta uma pergunta, mas quase ninguém faz.

O caso que mais aparece e resolve em uma hora: uma promoção de dois anos atrás que continua no ar. O valor era real, era seu e não vale mais — mas para quem lê hoje, é a informação oficial disponível. Remover ou datar explicitamente esse tipo de conteúdo resolve uma parte grande dos contatos com expectativa errada, e leva menos de uma hora de trabalho.

Como responder sem começar pela correção

Não conteste a fonte

Discutir de onde ele tirou o número coloca o cliente na defensiva antes de qualquer conversa útil.

Pergunte o que ele precisa

O escopo real dele frequentemente é diferente do que gerou aquele valor, e isso explica a diferença sozinho.

Mostre o que compõe o preço

Detalhar o que está incluso é mais convincente que afirmar que o valor citado está errado.

Aponte onde você publica

Ter uma página com faixa e critério transforma a conversa em consulta a uma fonte, e não em disputa.

Como publicar preço sem se prender

Dá para dar referência mantendo espaço de negociação.

Publique faixa, não valor único. Um intervalo comunica a ordem de grandeza e deixa claro que o número final depende do caso.
Liste o que faz o preço subir ou descer. Prazo, complexidade, volume, urgência. O critério é o que torna a faixa compreensível.
Dê um exemplo completo. Um caso típico com escopo descrito e valor correspondente ancora melhor que qualquer explicação abstrata.
Informe a data da última atualização. Isso protege você e sinaliza a quem lê que a informação tem validade.
Diga o que está fora. Serviços que você não faz naquela faixa evitam o contato que nunca converteria.

O que fazer com informação em site de terceiro

É a parte que você não controla e onde há mais do que parece.

Identifique quem publicou. Diretório, agregador, comparativo, blog de nicho. Cada um tem um caminho de correção diferente.
Peça a correção com a informação pronta. Enviar o dado correto formatado aumenta muito a chance de a atualização acontecer.
Reivindique os cadastros que permitem. Vários diretórios deixam o próprio negócio assumir e editar a ficha, e quase ninguém faz isso.
Aceite que alguns não vão corrigir. Nesse caso, o caminho é fortalecer a fonte correta em vez de apagar a errada.
Refaça a checagem periodicamente. Informação corrigida volta a divergir, e novos sites surgem repetindo o dado antigo.

Como isso afeta o atendimento

O problema não é só de comunicação: ele chega no dia a dia da equipe.

Prepare a equipe para a objeção. Se três pessoas chegaram com o mesmo número, todo mundo que atende precisa saber responder isso sem improvisar.
Registre quantos contatos vêm com valor errado. É a medida do tamanho do problema e do resultado da correção depois.
Não conceda o preço citado por constrangimento. Ceder uma vez cria precedente e valida a informação errada que circula.
Trate o contato desqualificado como sinal. Muita gente chegando fora da faixa indica que a comunicação está atraindo o público errado.
Use a conversa para descobrir a origem. Cada cliente que cita um número é uma pista sobre onde a informação está.

Sobre o que a publicação de preço exige

Divulgar valor tem implicações que vale conhecer antes.

Preço anunciado ao consumidor precisa ser claro, incluir o que é obrigatório e não induzir a erro. Condição de pagamento, tributo embutido, taxa adicional e prazo de validade da oferta precisam estar informados de forma legível. Anunciar valor e depois cobrar diferente, ou omitir custo que se revela na hora de fechar, tem consequências previstas em lei de defesa do consumidor. Publicar faixa com critério é mais seguro que publicar valor fechado que você não pretende praticar.

Há também as profissões com restrição de publicidade, em que a divulgação de preço, desconto e promoção é limitada ou vedada pelo conselho da categoria. Nesses casos, o caminho não é publicar valores, e sim publicar o que compõe o serviço, como funciona a avaliação e o que determina a diferença entre um caso e outro. Isso ocupa o espaço informativo sem infringir a norma, e resolve boa parte do mesmo problema.

Quando o número errado já se espalhou

Localizar suas tabelas antigas e publicar faixa com critério é trabalho de um dia, e ele resolve boa parte dos contatos com expectativa errada.

Vale trazer ajuda quando a informação errada estiver espalhada em fontes que você não controla. Se o problema é mais amplo que preço, o método está na IA fala errado do meu negócio. E se o cliente já chega decidido, o caso está em clientes chegam já informados. Em profissões com restrição de publicidade, o limite muda: profissões com restrição de publicidade.

Se além do preço há outros dados vencidos circulando, leia IA cita informação antiga minha.

Como corrigir o preço errado que circula sobre o seu negócio

  1. Perguntar a uma IA quanto custa o seu serviço Com o nome da empresa e sem ele: as respostas diferem.
  2. Buscar o nome da empresa junto com a palavra preço Aparece cadastro antigo e post que você esqueceu.
  3. Revisar os diretórios em que já se cadastrou Muitos guardam faixa de valor por anos sem pedir atualização.
  4. Remover ou datar material antigo ainda publicado Promoção de dois anos atrás é lida como informação atual.
  5. Perguntar ao cliente onde ele viu aquele número É a pista mais direta e quase ninguém pergunta.
  6. Publicar faixa de valor em vez de preço fechado Comunica ordem de grandeza sem engessar a negociação.
  7. Listar o que faz o preço subir ou descer O critério é o que torna a faixa compreensível.
  8. Informar a data da última atualização da tabela Protege você e sinaliza validade a quem lê.
  9. Pedir correção a terceiros com o dado já formatado Aumenta muito a chance de a atualização acontecer.
  10. Preparar a equipe para responder à objeção do preço citado Se três pessoas chegaram com o mesmo número, todos precisam saber.
Cleber Barbosa, consultor de marketing digital em Ribeirão Preto
Autor
Cleber Barbosa
Consultor de Marketing Digital, SEO e Tráfego Pago — Ribeirão Preto, SP

Vinte anos de marketing digital e 43 cases documentados. Trabalho com SEO técnico, tráfego pago, growth hacking e IA aplicada a negócios. Quem não publica o próprio preço não fica sem preço publicado: fica com o preço que outra pessoa estimou.

Sobre o autor
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre preço que circula errado

De onde vem o preço que o cliente cita?

De uma tabela sua antiga que continua acessível, de uma estimativa a partir da média do setor ou de confusão com outro escopo, porte ou cidade.

Por que o número errado prevalece?

Porque ele existe e o seu não. Quando o preço real não está publicado, qualquer estimativa de terceiro vira a referência disponível.

Devo publicar meu preço?

Publicar faixa com critério de variação costuma bastar. Não falar de preço em lugar nenhum entrega a definição para terceiros.

Como respondo a quem chega com o valor errado?

Sem discutir a fonte. Explique o que compõe o preço no caso dele e onde a informação está publicada por você.

Consigo remover a informação antiga?

O que está no seu site e nos seus cadastros, sim. Em site de terceiro depende de contato com quem publicou.

Publicar preço não facilita a concorrência?

O concorrente já consegue estimar seu valor. Quem perde com a ausência é o cliente certo, que desiste sem saber se cabe no orçamento.

Cansado de explicar que não é aquele preço?

Quando o seu número não está publicado, alguém publica um por você.

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