Apareço numa lista ao lado de empresas que não fazem o que eu faço

Você é citado, o que já seria bom, mas na comparação errada. Ao lado de quem cobra um terço do seu preço, atende outro porte de cliente ou nem trabalha na sua região. O problema não é a resposta: é o grupo em que você foi colocado.

Falar sobre o meu posicionamento
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consequências de estar no grupo errado
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eixos que definem em que grupo você entra
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frase que a sua página não tem
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respostas que inventam categoria do nada

A frase que a sua página não tem

Nenhum site diz para quem ele não serve. Todos descrevem o que fazem e quase nenhum diz o porte de cliente que atende, a faixa de investimento envolvida, a região que cobre ou o tipo de problema que não resolve. Sem essa informação, quem monta a comparação usa o único critério disponível: o nome genérico da atividade.

É assim que um serviço especializado acaba listado junto de quem vende um pacote básico. Não houve erro de leitura: houve ausência de dado. A página não deu nenhum elemento que permitisse separar uma coisa da outra.

As duas consequências: o contato desqualificado, que chega esperando um preço que você não pratica e some depois do orçamento; e a comparação injusta, em que você parece caro ao lado de alguém que entrega outra coisa. As duas consomem tempo comercial e nenhuma delas aparece como problema — parecem apenas cliente difícil.

Os quatro eixos que definem o seu grupo

Porte do cliente atendido. Pode ser profissional autônomo, pequena empresa de bairro ou indústria de médio porte. É o eixo que mais separa um prestador de outro e justamente o que menos aparece escrito em qualquer site.
Escopo do que se entrega. Execução pontual, acompanhamento contínuo mensal ou projeto completo com começo e fim. São coisas bem diferentes que o cliente costuma confundir sem alguém explicar.
Território de atuação. Pode ser um bairro, uma cidade, um estado, o país inteiro ou atendimento totalmente remoto. Sem isso declarado com clareza, você acaba competindo com quem está longe demais para ser comparável.
Faixa de investimento. Não precisa publicar tabela de preços: dizer que o trabalho começa em determinado patamar de investimento já separa você de boa parte da lista.

Como isso muda por tipo de negócio

O eixo que mais importa não é o mesmo em toda atividade.

Serviço local com ponto físico. Território manda. Aparecer junto de quem está a quarenta quilômetros é o erro de categorização mais comum e o mais fácil de corrigir.
Serviço técnico especializado. Escopo e complexidade separam. Aqui o risco é ser listado com quem faz uma versão simplificada do mesmo trabalho.
Consultoria e serviço profissional. Porte do cliente é o eixo decisivo, porque a mesma descrição serve para quem atende microempresa e para quem atende multinacional.
Comércio e produto. Faixa de preço e curadoria definem. Loja de nicho listada com marketplace genérico perde por comparação que não faz sentido.
Fabricação e indústria. Capacidade e tipo de processo separam. Sem esses números, você entra na mesma lista de quem tem estrutura completamente diferente.

O caso de quem faz muita coisa: negócios generalistas sofrem mais com isso e resistem mais à correção, porque delimitar parece perder oportunidade. A saída não é escolher um serviço só: é organizar a comunicação por problema resolvido em vez de por lista de habilidades. Uma página que descreve bem cada situação atendida gera categorização precisa em cada uma delas. Uma página que enumera quinze serviços em duas linhas não gera categorização nenhuma, e o negócio inteiro cai no grupo mais genérico disponível.

O que os seus casos publicados estão dizendo

Eles comunicam posicionamento mesmo quando você não escreve nada sobre isso.

O porte dos clientes citados

Se todos os casos são de negócios pequenos, é assim que você será categorizado.

O segmento que se repete

Três casos do mesmo ramo posicionam você naquele ramo, o que pode ser ótimo ou limitante.

A escala dos números mostrados

Resultado em unidades ou em milhares diz o tipo de operação com que você lida.

O que você escolheu não publicar

Ausência de caso num segmento sugere que você não atende aquilo, mesmo que atenda.

Quando o problema é a categoria do próprio setor

Às vezes o nome da atividade já engloba coisas que não conversam entre si.

Existem atividades que viraram guarda-chuva. Consultoria, assessoria, agência e estúdio descrevem trabalhos tão diferentes que a palavra deixou de informar qualquer coisa.
Use o termo que o cliente usaria. Se ele procura por um problema e não por uma categoria profissional, sua página precisa falar o idioma da busca dele.
Acrescente o qualificador junto do nome. A atividade mais o segmento, o porte ou a especialidade transforma um rótulo genérico em identificação real.
Não invente uma categoria própria. Nome criado que ninguém procura tira você de todas as listas em vez de criar uma nova.
Verifique como os concorrentes bons se descrevem. Quem está bem posicionado no seu segmento já resolveu esse problema, e o vocabulário está visível.

O que fazer quando o concorrente exagera

Não responda com exagero também

Inflar o próprio porte para acompanhar destrói a credibilidade que sustenta a diferenciação.

Seja específico onde ele é vago

Número real e caso verificável competem bem contra afirmação genérica e grandiosa.

Mostre o que pode ser conferido

Registro, certificação e histórico verificável sustentam o que a promessa dele não sustenta.

Deixe o cliente comparar

Quem apresenta critério ajuda a pessoa a avaliar, e quem ajuda a avaliar costuma ser escolhido.

O que muda depois da correção

Os efeitos não aparecem todos ao mesmo tempo nem na ordem esperada.

O volume de contatos cai primeiro. É o efeito mais visível e o mais assustador, e ele significa que o filtro começou a funcionar.
A conversa comercial encurta. Quem chega já sabendo o patamar não precisa ser convencido do valor, só avaliar a proposta.
A taxa de fechamento sobe. Menos propostas enviadas e mais aceitas, o que muda o tempo gasto por venda realizada.
A citação melhora depois. As listas levam mais tempo para refletir a mudança, e esse é o último indicador a se mexer.
Não avalie antes de três meses. Julgar pela queda inicial de contatos leva a desfazer justamente o que estava começando a dar certo.

Por onde começar

Pergunte a uma IA por opções no seu ramo e cidade. Anote todos os nomes.
Marque quais são concorrentes de verdade. E qual a proporção.
Escreva os quatro eixos numa frase cada. Porte, escopo, território, faixa.
Coloque isso na primeira tela do site. Não no rodapé.
Revise a categoria nos seus cadastros. Buscando por ela para conferir.

Como escrever cada eixo sem soar arrogante

Delimitar não é recusar: é ajudar quem lê a saber se veio ao lugar certo.

Descreva o cliente típico, não o cliente ideal. Dizer que atende empresas com equipe de dez a cinquenta pessoas informa alguma coisa; dizer que atende empresas que valorizam qualidade não diz absolutamente nada a ninguém.
Diga o que o trabalho inclui e o que fica de fora. Na prática, a lista do que não está incluído costuma esclarecer bem mais o cliente do que a lista do que está.
Nomeie a região com os nomes que as pessoas usam. Escreva a cidade e os bairros efetivamente atendidos, e informe se existe atendimento remoto. Termo genérico de abrangência regional não localiza ninguém no mapa.
Dê uma referência de investimento. Pode ser uma faixa, um valor de entrada ou o porte típico dos projetos. Essa referência qualifica antes do contato e evita a conversa que termina em silêncio depois do orçamento.
Aponte quando outro caminho serve melhor. Dizer abertamente que para determinada necessidade existe uma solução mais simples e barata constrói confiança e afasta o contato errado de uma vez por todas.

O medo que mantém as páginas genéricas: a sensação de que restringir vai reduzir as oportunidades. Na prática acontece o contrário: a página genérica atrai muito contato ruim e nenhum contato ótimo, porque quem procura exatamente o que você faz não consegue reconhecer você no meio da descrição vaga. Especificidade não fecha portas, ela troca a porta larga por uma porta certa. E o custo de atender dez contatos errados por mês é bem maior que o de perder dois que talvez fechassem.

Onde essa informação precisa aparecer

Na primeira tela da home

Quem você atende e em que região, escrito junto do que você faz. Não depois de rolar três seções da página.

Em cada página de serviço

Cada serviço tem um perfil de cliente próprio, e repetir a informação em cada página evita que alguém tire conclusão de uma leitura parcial.

Nos cadastros e perfis

A categoria que você escolheu em cada plataforma define listas inteiras nas quais você passa a entrar ou deixa de entrar.

Nos casos publicados

O porte e o segmento dos clientes que aparecem nos casos comunicam o seu posicionamento sem que você precise afirmar nada de forma explícita.

Como escolher a categoria nos cadastros

Boa parte da comparação errada começa numa escolha feita em dois segundos.

Prefira a mais específica que descreva você. Uma categoria ampla demais coloca você numa lista enorme, dentro da qual ninguém consegue encontrar nada.
Verifique que lista aquela categoria gera. Faça a busca por ela e observe quem aparece listado. Se os nomes que surgem não fazem sentido nenhum como concorrentes, a categoria escolhida está errada.
Use as categorias secundárias com critério. Marcar tudo aquilo que você sabe fazer acaba diluindo o conjunto, e a plataforma passa a não saber exatamente o que você é.
Mantenha a mesma escolha entre plataformas. Categorias divergentes em cadastros diferentes enfraquecem a leitura em todos eles.
Revise quando o negócio mudar. Muita empresa cresceu, mudou completamente de público e continua cadastrada exatamente como era cinco anos atrás.

Como saber em que grupo você está hoje

É uma verificação simples e ninguém faz.

Pergunte a duas IAs por opções no seu ramo e cidade. Anote todos os nomes que aparecem ao lado do seu na resposta, e também os que aparecem no seu lugar quando você não é citado.
Classifique quem apareceu. Concorrente real, alguém de outro porte, alguém de outra região ou de outro serviço. A proporção mostra o tamanho do problema.
Compare o que eles dizem e você não diz. Quem aparece bem posicionado quase sempre declara alguma coisa que a sua página omite.
Pergunte também pelo problema, não pelo serviço. A lista muda bastante quando a pergunta é sobre a dor e não sobre o nome da atividade.
Repita depois de três meses. Mudança de posicionamento leva tempo para assentar, e a comparação entre trimestres é o que mostra se funcionou.

O que fazer com o contato que chega errado

Ele vai continuar chegando por um tempo, e dá para aproveitar.

Pergunte como ele chegou até você. A resposta revela qual busca ou lista colocou você ali, e essa é a informação que orienta a correção.
Responda com clareza, sem constrangimento. Explicar que o seu trabalho parte de outro patamar é informação útil para ele, e ele costuma agradecer.
Indique quem atende aquele perfil. A indicação volta em forma de reciprocidade e mantém a relação aberta se ele crescer.
Registre o padrão dos contatos errados. Se todos pedem a mesma coisa que você não faz, existe uma expectativa sendo criada em algum lugar.
Corrija a origem, não só o atendimento. Filtrar melhor na conversa resolve o caso; corrigir a página resolve os próximos cinquenta.

Sobre o que se pode e não se pode delimitar

Restringir por escopo é diferente de restringir por perfil de pessoa.

Delimitar o público por critérios de negócio é legítimo e recomendável: porte da empresa, segmento de atuação, volume, complexidade técnica, região atendida e faixa de investimento. Esses são critérios objetivos, ligados à natureza do serviço, e comunicá-los protege as duas partes de uma contratação que não faria sentido. Deixar isso explícito também reduz conflito sobre expectativa, que é a origem de boa parte das reclamações em prestação de serviço.

Já a recusa baseada em características pessoais do cliente é outra coisa e tem implicação legal. Existem proteções contra tratamento discriminatório, e mesmo uma comunicação que dê a entender preferência por determinado perfil pessoal pode gerar exposição. Em atividades reguladas, há ainda normas do conselho profissional sobre como o serviço é oferecido e sobre o que pode ser prometido. Vale revisar a comunicação com esse olhar antes de publicar, e consultar orientação jurídica se houver dúvida sobre algum critério específico.

Quando a lista errada não sai sozinha

Escrever esses quatro eixos de forma explícita nas páginas principais é trabalho de um dia, e muda quem chega antes de mudar quantos chegam.

Vale trazer ajuda quando o posicionamento precisar ser reconstruído por inteiro. Se você nem aparece nas listas, o caso está em não apareço na lista de opções. E se a IA recomenda o concorrente no seu lugar, o método está na IA recomenda meu concorrente. Em mercado com muita oferta parecida, o método está em diferenciar em mercado saturado.

Como aparecer na comparação certa nas respostas de IA

  1. Descrever o cliente típico com dado objetivo, não com adjetivo Porte e segmento informam; 'quem valoriza qualidade' não.
  2. Listar o que o trabalho inclui e o que fica de fora A lista do que não entra costuma esclarecer mais.
  3. Nomear cidade e bairros atendidos, e se há atendimento remoto Termo genérico de abrangência não localiza ninguém.
  4. Dar uma referência de investimento, mesmo sem tabela Qualifica antes do contato e evita a conversa que morre.
  5. Repetir esses dados em cada página de serviço Cada serviço tem um perfil de cliente próprio.
  6. Escolher a categoria mais específica em cada cadastro Categoria ampla joga você numa lista onde ninguém procura.
  7. Buscar pela categoria escolhida e conferir quem aparece Se os nomes não fazem sentido, a categoria está errada.
  8. Perguntar a duas IAs por opções no seu ramo e cidade Anotar quem aparece junto e quem aparece no seu lugar.
  9. Classificar os nomes que apareceram por tipo de proximidade A proporção mostra o tamanho real do problema.
  10. Perguntar a quem chega errado como ele encontrou você A resposta aponta qual lista colocou você ali.
Cleber Barbosa, consultor de marketing digital em Ribeirão Preto
Autor
Cleber Barbosa
Consultor de Marketing Digital, SEO e Tráfego Pago — Ribeirão Preto, SP

Vinte anos de marketing digital e 43 cases documentados. Trabalho com SEO técnico, tráfego pago, growth hacking e IA aplicada a negócios. Quem não declara para quem serve é encaixado por quem lê, e o encaixe padrão é sempre o mais genérico possível.

Sobre o autor
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre comparação e categoria

Por que apareço com quem não é meu concorrente?

Porque a sua página não informa porte de cliente, escopo, território nem faixa de investimento. Sem isso, resta o nome genérico da atividade.

Que prejuízo isso causa?

Contato desqualificado que some depois do orçamento e comparação injusta, em que você parece caro ao lado de quem entrega outra coisa.

Preciso publicar preço?

Não precisa tabela. Dizer que o trabalho começa em determinado patamar já separa você de boa parte da lista.

Não perco cliente ao me restringir?

Perde quem nunca fecharia e ganha posição junto de quem fecha. O volume de contatos cai e a taxa de conversão sobe.

Onde escrevo isso?

Na página inicial, na de serviços e na de contato. Uma menção enterrada no rodapé não cumpre a função.

Posso dizer que não atendo certo perfil?

Pode, desde que o critério seja de escopo ou porte, e não de característica pessoal. Recusa por perfil pessoal tem implicação legal.

Está sendo comparado com quem não disputa com você?

Quem não diz em que grupo está é colocado no mais genérico que existir.

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